…mas tenho que aceitar

Sabem o instante eterno? O momento que vale por uma vida. Tá errado. É o contrário. É o eterno instante. É um sem-futuro infinito. É a vida toda de novo.

Quem te faz rir, te dá uma alegria infinita. Quem te cutuca com verdades, te ajuda pra sempre.

Sabe o espaço? É nada. Sabe o tempo? É tudo.

Se mudasse algo no tempo, só gostaria de ter conhecido a Marina antes. De resto, ele foi bom comigo.

Pra mim, verdade era uma só. Hoje ela é/são (sã? sãs?) várias. Uma delas tem cabelo vermelho e perna curta, como a mentira. Só que ela é de verdade.

Uma confissão: eu sempre quis constituir uma família meio que pra reorganizar para mim as trapalhadas da minha família original. Muitas vezes deixei passar muita coisa. Hoje não deixo mais.

Escolhi uma irmã(zoé)zinha. Uns anos antes, escolhi um ex-epilético irmão mais velho e um fonofóbico irmão mais novo. Tenho outros em outros graus. Só me falta encaixar. Pra falar a verdade, minha família não cabe em mim. Minha família, de verdade, são muitos. Assim como eu.


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