Ronaldo, do Assis Moreira

Grêmio e Palmeiras não precisam de Ronaldinho. O time
gaúcho está estruturado e confio na capacidade de Felipão em
construir a equipe paulista. Flamengo precisa de Ronaldinho. Até
porque não tem time. Joga pelo apoio de uma nação. E uma nação
precisa de craques para seguir. Ronaldinho não precisa de nenhum
deles. Fez a fama e a fortuna e poderia ter encerrado a carreira em
dezembro de 2005, quando deixou de jogar futebol. Foi promessa de
craque, se tornou craque e morreu para o esporte. Nunca vai ser
gênio ou mito porque nunca soube de reinventar. Quando precisou,
fracassou. Ah, mas Ronaldo voltou para o Corinthians e fez
diferença. Só respondo de uma forma: Ronaldo é maior que
Ronaldinho. Ronaldo é um dos três maiores futebolistas brasileiros
em todos os tempos. O maior que eu vi e acompanhei. Muito disso por
saber se reinventar. E soube, diversas vezes. Sou contra Ronaldinho
no Grêmio. Para mim, ele poderia vir e não jogar. Faria melhor. Mas
também fui contra Renato e errei feio. Posso estar enganado
novamente. Claro que não desconheço o bem que faria tê-lo novamente
no futebol gaúcho. Moveria a economia, ampliaria a imagem do
estado, sacudiria a saúde financeira e turística de Porto Alegre e
do Grêmio. Mas Ronaldinho não pode ser maior que um clube ou que a
imprensa. Ronaldinho não é maior que ninguém. Ronaldinho não é
maior que Ronaldo. Ronaldinho não é maior sequer que Ronaldinho.
Ps.: srs Berlusconi e Galianni, obrigado por mancharem a admiração
que tenho pelo Milan. Assim não me sinto culpado por ver a
Internazionale sobrepor-se aos rossoneri e por ter torcido por ela
na UCL e no Mundial de Clubes. E pelo Brasil ter um líder tão
superior a vocês.


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